"Somália vive momento de tragédia e esperança"
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Enviado da ONU volta a pedir apoio do mundo no Conselho de Segurança; novo presidente somali participou na sessão via vídeoconferência; chefe da Missão da União Africana avançou propostas para conter terrorismo.
Foto: ONU/Manuel Elias
Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.
O enviado das Nações Unidas na Somália disse esta quinta-feira ao Conselho de Segurança que o país vive "um momento de tragédia e esperança".
Para Michael Keating a situação é trágica pela crise humanitária devido à seca com o risco de fome iminente. Mas destacou que a fase é de esperança pelo recente processo eleitoral que impulsiona "um novo compromisso político entre os somalis."
Mulheres no governo
Para o representante do secretário-geral, o outro passo importante dado pela Somália foi o anúncio há dois dias do novo governo que inclui seis mulheres.
O presidente Mohamed Abdullahi Mohamed participou na reunião via vídeoconferência e mencionou que cidadãos do país são mobilizados a prestar auxílio humanitário.
Comunidade humanitária precisa de US$ 825 milhões para alcançar 5,5 milhões de afetados pela insegurança alimentar . Foto: ONU News/Laura Gelbert
Auxílio
Segundo o líder somali, o governo lançou o alarme, a nível internacional e nacional, para a recolha de fundos da diáspora e da comunidade empresarial para fazer chegar auxílio urgente aos milhões de afetados pela seca.
As Nações Unidas destacaram um aumento da resposta humanitária, que agora inclui o setor privado. O resultado são mais pessoas com acesso a alimentos, apoio nutricional, serviços de saúde e acesso a água potável.
A comunidade humanitária precisa de US$ 825 milhões para alcançar 5,5 milhões de afetados pela insegurança alimentar até junho.
Estratégia
Para as Nações Unidas o outro desafio são as milícias al-Shabaab que precisam de uma atuação em várias frentes dentro de uma estratégia liderada pelo governo somali.
Falando na sessão, o representante especial da União Africana na Somália disse que a força conjunta da entidade com a ONU precisa de mais recursos.
Milícias
Para Francisco Madeira travar o al-Shabab requer construir quartéis para soldados que foram certificados e que estão a par do programa da ONU que apoia forças de segurança.
Ele defendeu que estes devem ser selecionados, equipados, treinados, remunerados, motivados e que tenham um comando para enfrentar as milícias de uma forma mais eficaz.
Keating fez um apelo para várias instituições e regiões autónomas alcancem um acordo político sobre a segurança que envolva o exército e a polícia.
Fonte: Rádio ONU